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Ecos de um passado muito distante falam de um
tempo em a Lua não existia. Lendas talvez ainda mais antigas, quase delírios,
falam de algo ainda mais extraordinário: o ciclo das luas terrestres, capturadas
de tempos em tempos e que, invariavelmente, precipitam-se sobre o mundo causando
o fim das eras. Três luas já caíram e esta que hoje ilumina o céu, um dia,
também cairá. DIR.: Hans Horbiger (1860-1931), o "cientista cosmólogo" do
nazismo, engenheiro, escritor, ganhou notoriedade com sua exótica Cosmogonia
Glacial e a teoria das várias luas.
Houve um tempo, há 100 milhões de anos ou mais, não existia lua nos céus noturnos do planeta Terra. Nossos ancestrais recordam deste tempo, quando uma civilização pré-Lunar viveu por gerações sem jamais conhecer o disco de prata brilhando à noite.
A Lua é um dos grandes mistérios da Cosmogonia. Que idade tem a Lua? De onde ela surgiu? Há teorias tentam responder a estas questões. Alguns cientistas sugerem que a Lua é contemporânea da Terra; que ambas foram formadas na mesma época e constituídas do mesmo material.
Outra hipótese considera que Lua pode ter sido um planeta, independente, que foi capturado pelo campo gravitacional da Terra. Uma terceira teoria postula que a Lua foi, originalmente, uma porção da própria Terra, quando a rotação terrena era muito mais rápida e uma enorme porção de matéria se
desprendeu de uma região hoje situada no oceano Pacífico.
Existe ainda a teoria do impacto: um corpo celeste maior que Terra, impactando-se com esta, teria originado um terceiro corpo, um enorme fragmento que passou a orbitar a Terra. Esta idéia é bastante popular porém, tal como as teorias anteriores, tem problemas de física teórica. Se a Lua e a Terra fossem feitas do mesmo material, ambas deveriam ser constituídas das mesmas substâncias, mas isso não ocorre.
Análises feitas em amostras do solo lunar, obtidas por astronautas, a composição da Lua é completamente diferente da Terra. A Terra possui mais ferro além de outras diferenças químicas; além disso, estudos demonstram que a rotação acelerada não causaria o
desprendimento de uma massa correspondente à massa lunar. Se a Lua fosse formada em outra parte da galáxia e entrou em
nosso sistema solar, poderia ter sido muito mais logicamente ter sido atraída pelo sol, tornando-se mais um planeta do sistema. Por tudo isso, a Lua é um grande enigma científico.
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A TEORIA DAS QUATRO
LUAS
A
estranha "teoria das quatro luas da Terra" é uma das incríveis histórias
resgatadas pelos pesquisadores do realismo fantástico, Louis Pauwels e
Jacques Bergier em O Despertar do Mágicos. A concepção das quatro luas é
apresentada como parte da cosmogonia de Horbiger, o "cientista oficial"
do nazismo. Segundo a teoria, a Lua atual não é primeiro e único
satélite da Terra; seria a quarta de uma série de corpos celestes
capturados, ciclicamente, pela órbita terrestre.
A cada lua,
corresponde uma era geológica, marcada por um cataclismo mundial, sempre
provocado pela queda sucessiva das luas, ao longo de milhões de anos.
Sim, a queda, posto que cada uma destas luas "caiu sobre a Terra"
em virtude do movimento natural orbital que não é meramente circular ou
elíptico, antes, é uma espiral, ou seja, um movimento que tente
estreitar a distância entre a Terra e o satélite até que, finalmente, o
satélite explode formando um anel de destroços que são precipitados na
Terra. Horbiger afirmava:
O processo de
aproximação e queda destas luas foi sempre geologicamente traumático, um
lento e doloroso caos ambiental, onde terremotos e maremotos são comuns,
engolindo enormes faixas de terra, extinguindo animais, arrasando
civilizações tão completamente que praticamente nada resta como
testemunho de um passado tão rico e atribulado.
A Lua não passaria
do último satélite capturado pela Terra, o quarto. O nosso globo, no
decurso de sua história, já teria capturado três... Teriam começado a
girar em espiral à volta da terra, aproximando-se, depois ter-se-iam
abatido sobre nós. A nossa lua também se precipitará sobre a Terra...
Toda a história do globo, a evolução das espécies e toda a história
humana encontram a sua explicação nesta sucessão das luas do nosso céu...
[A gravitação é
alterada... ] Ora, é a gravitação que dá aos seres o seu tamanho.
Eles só aumentam de tamanho em função do peso que podem suportar. No
momento em que o satélite está próximo há portanto um período de
gigantismo... ]
BERGIER/PAUWELS, p 268
O processo de
aproximação e queda destas luas foi sempre geologicamente traumático, um
lento e doloroso caos ambiental, onde terremotos e maremotos são comuns,
engolindo enormes faixas de terra, extinguindo animais, arrasando
civilizações tão completamente que praticamente nada resta como
testemunho de um passado tão rico e atribulado.
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Os sábios da Grécia Antiga e de Roma mencionam um tempo quando "a Lua não estava próxima da Terra". Registros se referem a um povo conhecido como Pelasgos (pelasgians),
Proselene [antes da Lua - Selene] e Arcádios. Pertenceram a raças arcaicas que habitaram a Terra "quando não havia Lua".
Aristóteles (384-322 a.C.) escreve que antes dos Helenos ocuparem a Arcádia, a região era habitada por um povo chamado "Pelasgos". Eles "ocuparam aquela terra antes mesmo da lua estar nos céus sobre a Terra". O historiador grego Plutarco (46-127 d.C.) confirma a informação: "Existiram os Arcádios... os chamados povos pré-lunares".
Também o poeta romano Ovídio (43a.C.-17d.C.) se refere a uma civilização pré-Lunar. Em seus escritos consta que "os Arcádios possuíram a terra antes do nascimento de
Jove [Lua]; eram um povo mais velho que a Lua." Apolônio de Rodes, que viveu durante o terceiro século depois de Cristo, confirma e existência de uma
antiqüíssima civilização pré-Lunar: "Quando nem todos os orbes estavam ainda nos céus, antes das raças de Danae e Deucalião
[o Noé do Dilúvio contado pelos gregos] existirem, quando somente os Arcádios viviam e de quem é dito que habitavam as montanhas antes da lua existir."
Giordano Bruno (1548-1600), foi um dos primeiros pensadores Modernos a falar da existência de uma civilização pré-Lunar. Em um de seus livros, escreve: "Existem aqueles que acreditam em uma certa época [como nossa mitologia conta], na qual a Lua, tida como muito mais jovem que o Sol, ainda não
havia sido criada. Os Arcádios, que habitavam próximo a Po, viveram nesse tempo". Os indígenas de Bogotá
(Colômbia) também guardam a lembrança de um "mundo sem Lua". Os homens da tribo
Chibcha se referem ao "começo dos tempos, quando a Lua ainda não estava nos céus".
Finalmente, pesquisadores da exobiologia e defensores da teoria da criação da
raça humana por extraterrestres que colonizaram a Terra, propõem uma idéia bem
ousada: a lua seria um satélite artificial, uma espécie de astronave que
serviu de veículo e base para que seres de outro planeta que visitaram o planeta
nas recuadas eras pré-históricas.
edição: Mahajah!ck
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