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14/03/2007

antropologia
BREVE HISTÓRIA DOS COSTUMES SEXUAIS

traduções & pesquisa: Ligia Cabus (Mahajah!ck)

História da Sexualidade
Costumes Sexuais: Breve Ensaio Antropológico
Pequena História e Geografia do Sexo
Pequena História da Pornografia
A Verdade Esotérica do Pecado Original

Os Livros de Alcova do Oriente
Breve Geografia do Adultério
Museus do Sexo no Mundo: As Relíquias Genitais!


GUEIXAS: CULTURA JAPONESA
Imagens: Muzeum Erotica - Copenhague
WIKIPEDIA: History of Erotic Depictions
The Roots of Western Pornography
History of Art | Erotica in Art: da Antiguidade ao Século XX - Artistas & Imagens

 

Em toda a história humana, o sexo sempre foi um assunto delicado, sujeito a certos limites ditados pelo decoro. Existe uma auto-censura quando se escreve ou se fala no tema e não raro eufemismos são usados em nome da moral. Existem algumas fontes que informam sobre os costumes sexuais de diferentes épocas e culturas:

Legislação; leis estabelecendo incentivos ou proibições.
▪ Textos religiosos e filosóficos que debatem o tópico.
▪ Literatura não-publicável durante a vida dos autores, como diários e correspondência pessoal.
▪ Textos médicos que tratam de condições patológicas.
▪ Expressões lingüísticas, especialmente aquelas ditas de "baixo calão".
▪ Mais recentemente, estudos sobre sexualidade.

 

Generalidades

O fato do fenômeno da gestação ocorrer somente nas mulheres foi e ainda é um fator determinante na formação dos tipos gerais de comportamento sexual em culturas de todo o mundo. Considerando a questão da sobrevivência da espécie, pode-se dizer que as fêmeas são mais valiosas que os machos posto que, enquanto um só homem pode inseminar grande número de fêmeas, uma única mulher somente ficará grávida de um homem, gerando apenas um descendente por vez, na maioria dos casos.

Na eventualidade de apenas um homem existir sobre a Terra, ainda assim a espécie humana sobreviveria se este homem fosse suficientemente saudável e fértil. A princípio, a herança genética ficaria consideravelmente empobrecida mas a diversidade poderia ser recuperada com o suceder das gerações. Ao contrário, se todas as mulheres férteis fossem exterminadas e sobrasse apenas uma dificilmente a humanidade teria um futuro.

Diante desta realidade, a antropologia clássica postula que a sobrevivência da espécie humana, durante milênios, precisou da diferenciação social entre os sexos como forma de auto-preservação. Por esta razão, coube ao macho ser aquele que deixa a casa, a aldeia, e vai em busca dos recursos de subsistência enquanto a mulher permanece no "lar", em período de gestação ou empenhada em cuidar da prole.
 

Ao que parece, nos primórdios das comunidades humanas, o papel do macho no processo de reprodução não era conhecido. Homens e mulheres não sabiam da relação entre o sexo e a gravidez.  A gestação era um misterioso fenômeno que somente alcançava as mulheres, como um evento mágico. A descoberta da "paternidade" foi responsável pelo surgimento de relações mais estáveis entre casais e pela valorização da fidelidade feminina no relacionamento, a fim de garantir a legitimidade da prole. A instituição do casamento surge, então, como uma cerimônia formalizante da união conferindo garantia de paternidade, gerando deveres de provedor para o homem, e deveres de esposa e mãe, para as mulheres.
 


O SEXO EM DIFERENTES CULTURAS

Pré-História

Em Julho de 2005 o canal online BBC News divulgou: "Ancient Phallus Unearthed in Cave". Um cilindro de pedra esculpido e polido foi encontrado em uma caverna ― Hohle Fels Cave ― na Alemanha. É uma das mais remotas representações da sexualidade masculina. O objeto tem 20cm de comprimento por 3cm de largura e foi datado em 28 mil anos. [fig. dir] Os dois outros objetos abaixo, feitos em bronze, são chineses.

 

 

Mesopotâmia

Na antiga Mesopotâmia, Ishtar era a deusa suprema, regendo a vida de homens e mulheres, a natureza, a fertilidade, o sexo, a potência sexual e a gestação. Também presidia a guerra, as armas, determinando vitória ou derrota. O êxito era celebrado nos templos onde eram oferecidos bens e dinheiro e festividades eram realizadas incluindo orgias sexuais com as "prostitutas do templo". Além disso, uma vez na vida, ao menos, toda mulher casada era requisitada para servir no templo de Ishtar.

Elas ficavam lá à disposição até que um estranho qualquer a escolhesse, sinalizando com prata lançada no colo da escolhida. Ela mantinha relações com este homem e depois podia voltar para casa. Nenhuma mulher podia recusar esse serviço à deusa. Segundo Herótodo: "O pior dos costumes babilônicos é aquele que obriga todas as mulheres da terra, uma vez na vida, a se sentarem no templo do amor e ter.. um intercurso [sexual] com qualquer estranho... os homens passam e fazem sua escolha." 

Com o tempo, o matriarcado foi substituído pelo patriarcado e a partir de então Ishtar perdeu muito de seu status e glória e deuses, masculinos, ganharam espaço. Templos Ishtar tornaram-se abrigo de sacerdotisas conhecidas como Ishtaru ou joy-maiden (damas da alegria), que ofereciam serviços sexuais mediante pagamento de determinado preço. Isso não era considerado vergonhoso e segundo a lei era uma séria ofensa destratar as prostitutas sagradas.

A prostituição masculina também era praticada nos templos de Ishtar, onde homens se relacionavam com homens que, dizia-se, Ishtar havia "transformado" em mulheres! Em um estágio mais tardio da cultura babilônica, essa atitude mudou: tabuletas assírias datadas em 1.200 a.C. determinavam, em lei, que qualquer tipo de homossexualidade seria punida com a castração. O incesto era rigorosamente proibido e punido com a morte.

Na Mesopotâmia existiu, também, o culto a Peor, chamado "celebração do falo". Esta festa, em particular, era uma orgia pública. Começava com um show exibicionista de pessoas praticando várias formas de ato sexual. O espetáculo envolvia o público que aderiam à bacanal. Um asno era um animal símbolo da festa que incluía a bestialidade.

 

Egito

No Egito antigo, tal como na Índia, proliferaram variados comportamentos sexuais: homossexualismo, transgêneros, casamentos incestuosos, exibicionismo, prostituição, adultério, bestialidade, necrofilia e outras mais. Havia diferentes práticas entre nobres, pessoas do povo e escravos. Os nobre tinham um amplo espectro de ação dentro do compromisso marital e praticamente qualquer comportamento sexual era aceito ou condenado dependendo da época e da visão da classe dominante. Entre os escravos e concubinas era permitido somente o que era aceito pelo "proprietário".

Os egípcios eram atentos com a higiene. Entre os nobres, que usavam perucas, a lavagem da cabeça era indispensável mas os pelos púbicos não eram descuidados na prevenção ou, eventualmente, tratamento contra piolhos. A circuncisão era comum e profilática, posto que prevenia o mau cheiro e a incidência de bactérias na glande (parte superior do pênis). A contracepção era feita com uma substância considerada espermicida cuja base era o esterco animal, mais específicamente, de crocodilo! Se este método falhasse, existiam poções que induziam ao aborto.

O incesto foi praticado no Egito como forma do homem preservar sua posição social e bens uma vez que a herança e linhagem eram transmitidas pela mãe; uma descendência matrilinear. Os faraós eram curadores (meros administradores) mas a posse dos bens pertencia à mulher, passava para as filhas, netas e assim por diante. O incesto entre pai e filha e entre irmãos tornou-se comum, especialmente nas classes mais abastadas e, desta forma, os homens mantinham seu status.

 

 

 

BES o deus anão egípcio da fertilidade

NA MITOLOGIA EGÍPCIA ― Caos, deus da criação [novamente, como entre os gregos], masturbando-se, ao ejacular, criou todos os outros deuses. Osiris, que foi cortado em pedaços por seu irmão, Seth, foi recomposto por sua mulher, Isis. Porém, a deusa não conseguiu achar o pênis e, assim, teve de criar um novo pênis para seu companheiro. O episódio era celebrado com uma caminhada de mulheres pelas ruas levando bonecos dotados de enormes pênis.

Bes: era um deus anão com um pênis extremamente largo. Considerado protetor das mulheres, muitas tatuavam sua imagem na coxa. Era celebrado com o próprio ato sexual em um aposento denominado "Câmara de Bes".

Hathor, deusa da música e do amor, mostrou sua genitália para o próprio pai, o Sol, e este sorriu. É associada a Bastet, deusa em forma de gato, regente da fertilidade. Durante o festival de Bastet, as mulheres expunham seus genitais, como a deusa Hathor fizera.

 

 

 

O Amor homossexual entre Zéfiro e Jacinto - Grécia

 

Grécia

Na Grécia antiga, o falo (pênis) era objeto de adoração e símbolo de fertilidade que encontrou expressão nas artes, especialmente a escultura. A idéia de que a mulher tem inveja do pênis foi cultivada na Grécia muito antes da psicologia contemporânea abordar essa questão. As esposas eram consideradas como comodidade e meio de obter uma prole legitimada. As esposas tinham de conviver, dentro de suas casas, com os efebos, as hetairas (hetaeras) e os escravos, freqüentemente tomados como amantes pelos maridos.

A homossexualidade, sob a forma da pederastia (praticada por homens adultos com jovens adolescentes) foi uma instituição social entre os gregos como parte integral da educação, junto com arte, política e religião. Entretanto, as relações sexuais entre homens adultos, embora também fosse praticada, era condenada, mal vista. As relações lésbicas também eram admitidas nos mesmos moldes das relações entre homens: uma adulta e uma adolescente.

A prostituição era considerada necessária ao prazer mais refinado e havia diferentes classes de prostitutas. As hetairas, que habitavam elegantes residências particulares, eram companhias mais caras porém, também eram as mais educadas e inteligentes, proporcionando o deleite tanto sexual quanto intelectual. Outras "atendiam" no templo e um terceiro tipo, arrebanhava seus clientes nas ruas. Em Corinto, uma cidade portuária do mar Egeu,o templo chegou a abrigar milhares de prostitutas.

O rapto (ou, sexo forçado) era comum no contexto das guerras e visto pelos homens como um "direito de dominação". O rapto seguido de aceitação amorosa foi muito representado em mitos religiosos: Zeus possuiu várias mulheres desta maneira, à força ou mediante emprego de ardis, truques. Com Leda, transmutou-se me cisne; com Danae, foi uma chuva dourada, para Alkmena, fingiu ser o marido. Zeus também raptou o jovem Ganimedes, a quem levou para viver no Olimpo.

 

Etruscos

Os etruscos tinham um comportamento sexual que Platão e Theopompus classificaram de "imoral". Eram diferentes dos outros povos europeus e seus costumes, em parte, foram herdados de tradições indo-européias. As mulheres, mesmo casadas, relacionavam-se com outros homens, além do marido, e as crianças nascidas nesta situação não eram consideradas ilegítimas. Thoepompus também descreve rituais orgiásticos mas não deixa claro se a prática da orgia era usual ou parte de alguma celebração dedicada a divindades.

 

 


Moches - povo peruano que habitou a costa norte do país em VIII d.C.. Não deixou uma língua ou uma escrita mas suas cerâmicas representando o sexo em inúmeras variações, são conhecidas em todo o mundo. In Moche Sexual Behavior

 

Na África do sul, na tribo dos Zulus, o rei podia ter até cem esposas. Alguns costumes dessa tribo são peculiares: é proibido manter relações sexuais após um pesadelo, durante uma tempestade. A mesma regra vale caso o marido tenha matado uma cobra grande, um crocodilo ou uma hiena.

No Alasca, em algumas tribos de esquimós existe a tradição de oferecer, ou melhor, colocar a disposição do visitante, a esposa ou a filha, como gesto de amizade e boas vindas. Essa tradicional “hospitalidade sexual” também é encontrada em alguns locais da Sibéria e da Polinésia.

Em Angola, quando um homem é coroado Saba (rei que chefia um grupo de tribos), este recebe de presente uma virgem e precisa transar com ela na presença de seus súditos. Na tribo Ashanti, em Gana, as viúvas são obrigadas a ter relações sexuais com estranhos para que possam se libertar do espírito do marido falecido.

Em Botsuana, a poligamia é permitida aos homens. Quando este se encontra ausente, é permitido as suas esposas manterem relações sexuais entre si. Neste país, os pequenos lábios vaginais “tão grandes quanto a asa de um morcego” são considerados atrativos por esse povo, de forma que desde crianças as meninas são acostumadas a puxarem seu pequenos lábios, sendo que elas também costumam matar morcegos para que após queimar as suas asas, possam passar suas cinzas pelos cortes feitos em volta da região.

Kelly Cristine Barbosa Cherulli
Sexóloga e Psicóloga
In História da Sexualidade

 

No TIBET, uma das poucas sociedades onde foi adotada a poliandria, todos os irmãos de uma família se casam de uma só vez com a mesma mulher.

Entre os Chukchee, da SIBÉRIA, os homens alugam suas esposas mediante contrato. Vários contratos são feitos ao longo da vida...

SIRIONOS - BOLÍVIA: Polígamos, os homens relacionam-se não somente com suas mulheres mas também com irmãs delas. SEX MUSEUM, SHANGAI
		500 visitas por diaA mulher pode ter relações com todos os irmãos de seu marido.

YANOMAMIS - VENEZUELA: Os homens sempre se empenham em ter casos extragonjugais mas não admitem infidelidade da mulher. A primeira esposa pode exigir que o marido mande embora uma nova companheira e o líder da tribo pode dividir suas mulheres com seus irmãos.

QOLLA - PERU: entre os Qolla, ocorrem "trocas" de esposas; uma prática chamada tawanku. A prole resultante dessas trocas não são consideradas ilegítimas.

BUHAYA - ÁFRICA: A noiva tem de ser virgem e essa condição é sujeita a exame feito pelos parentes do noivo no dia do casamento [um constrangimento!.

IBOS da NIGÉRIA - ÁFRICA: A poligamia é considerada símbolo de prosperidade. Ser monógamo é uma pobreza! Muitas mulheres encorajam seus maridos a tomar uma segunda ou mais esposas a fim de obter ajuda nas tarefas domésticas.

POTOK - ÁFRICA: Entre os Potok sobrevive o horrendo costume de fazer clitorectomia (castração feminina) em público.

MAGAIAS, da Ilha COOK - ÁSIA: Os rapazes, entre 13 e 14 anos recebem instruções sexuais: técnicas de coito, cunilingua, beijos, práticas que proporcionam prazer muitas vezes antes da ejaculação. O treinamento prático é feito com as mulheres mais velhas. O envolvimento emocional não é importante.

 

 

 

Roma

Na primitiva Roma do começo da grande civilização eram realizadas celebrações associadas aos órgãos reprodutores. Ao longo do tempo as práticas sexuais foram submetidas à institucionalização: o casamento, os relacionamentos extraconjugais e a prostituição. Os romanos estabeleceram um sistema de "castas sexuais" baseado nos diferentes graus de relacionamento.

Além das esposas, que eram as companheiras legais, de direito, muitos homens costumavam ter amantes, especialmente os mais ricos. Havia também as Famosae, filhas e, eventualmente, esposas de famílias importantes que praticavam o sexo livremente, por prazer. Uma outra classe era formada pelos Lupae, que ofereciam seus favores sexuais mediante pagamento (prostituição feminina e masculina) e as Copae (trad. literal=garçonete), jovens que serviam nas tavernas e estalagens e tinham relações sexuais com os freqüentadores. Finalmente os concubini, eram rapazes, como efebos gregos, que serviam seus patrões também na cama.

 

 

China

Na China, houve um tempo em que os assuntos do sexo eram tratados diretamente, sem embaraços. O contato com a cultura ocidental, sobretudo com os princípios do cristianismo católico mudou o comportamento, engendrando o sentimento de vergonha de falar ou debater os temas sexuais. Todavia, certas atitudes, como o beijo em público, são consideradas, no mínimo, inconvenientes. Na China, o beijo é uma carícia preliminar ao sexo e, por isso, beijar em público é um constrangimento.

No I-Ching ou Livro da Mutações (clássico chinês que trata daquilo que, no Ocidente é chamado metafísica), o intercurso sexual é uma das formas de explicar o mundo. Sem rodeios, o relato fala do encontro sexual entre o Céu e a Terra [tal como na cosmogonia grega, Urano e Gaia].

A China tem uma longa história de sexismo e mestres da moralidade, como Confúcio, falam da mulher de modo, frequentemente, pejorativo. A virgindade sempre foi muito valorizada pela família e pela comunidade porque a noiva intocada era avaliada monetariamente, sendo estabelecido um dote que o noivo deveria pagar pela noiva.

Os homens eram protegidos e podiam ter suas aventuras sexuais sem maiores impedimentos. Entre as famílias tradicionais de todas as classes, a esposa de um homem era escolhida pelo pai ou avô mas, depois de casado, este homem poderia ter suas concubinas sem qualquer censura social. Os servos também eram sujeitos às solicitações sexuais eventuais de seus amos.

A doutrina taoista estabelece o conceitos das energias complementares, feminina e masculina, Yin e Yang, respectivamente. As mulheres têm um inexaurível suprimento de Yin enquanto o homem, tem uma limitada quantidade de Yang. Isso pode ser compensado no ato sexual: o homem retardando o orgasmo e proporcionando o máximo de prazer à mulher em múltiplos orgasmos, absorve grande parte da energia Yin de sua companheira. A masturbação masculina, portanto, é "proibida" e nociva à saúde porque causa a perda completa da essência Yang sem nenhuma compensação

 

 


CHINA: A SENSUALIDADE DOS PÉS

Os pés pequenos já eram louvados pelos poetas da época do grande Confúcio, 2.500 anos atrás. Numa certa época, eles decidiram redesenhar o pé das mulheres. E isso se tornou, para eles, o mais belo, o mais excitante espetáculo de sensualidade. O pé da mulher adulta foi condicionado a ser eterno pé infantil.

A arte de impedir o crescimento do pé levava ao surgimento de uma curva muito pronunciada - e que eles consideravam extremamente graciosa. As mulheres chinesas evitavam ao máximo caminhar quando tinham os pés presos em bandagens. O tecido da pele era incrivelmente aveludado, doce. "Para os chineses" - diz Rossi - "era o equivalente dos lábios da vulva. E o homem utilizava o vão do pé feminino como um simulacro da vagina, nas preliminares do coito. Esta forma de estímulo pé-membro suscitava enorme excitação sexual na mulher e no homem." ...

O grande momento era quando os pés de lótus bailavam com o pênis do amante - e quanto mais as mulheres chinesas se especializavam em tais carícias! (tais técnicas são conhecidas na Índia, no Japão, e por muitas mulheres ocidentais...) ... Mulheres chinesas também tinham prazeres particulares quando se masturbavam com seus pés de lótus. Algumas gostavam de penetrar suas amigas íntimas com o grande artelho do pé de lótus - que era quase um órgão sexual à parte, desproporcional com os outros dedos. Esse dedo era muito habilmente movimentado pelas chinesas. In ELE&ELA HOT | 2007

 

 

 

Índia

Na Índia, apesar da lei ter abolido o sistema hierárquico social de castas, este, ainda prevalece nas práticas cotidianas especialmente em relação ao casamento. Genericamente, dentro de diferentes castas diferentes costumes sexuais são tolerados e a Índia como um todo talvez seja o país que, reconhecidamente e assumidamente, abriga a maior diversidade de comportamentos sexuais do planeta: adultério, homossexualidade, transgêneros (homossexuais travestis, que se vestem como mulheres), exibicionismo, prostituição, sadismo/masoquismo, zoofilia, necrofilia etc..

O manual de práticas sexuais mais conhecido do mundo é hindu, The sixty-four arts (As Sessenta e quatro artes), mais conhecido com Kama-Sutra, na versão de Vatsyayana, traduzido para o inglês, pela primeira vez por Sir Richard Burton e F.F. Arbuthnot.

Certas escolas de filosofia indiana, como Tantra, enfatizam o sexo como um dever sagrado, um caminho para a iluminação espiritual e equilíbrio iogue. Atualmente, a relação sexual não faz parte de todas as práticas tântricas mas é fundamental no chamado "Tantra negro" ou "tantra da mão esquerda". Ao contrário da crença popular, o "sexo tântrico" nem sempre é lento ou suspenso, interrompido. O Yoni Tantra, por exemplo estabelece que: "a copulação deve ser vigorosa". No tantra budista, a ejaculação é um grande tabu e o principal objetivo do sexo é transmutar a energia sexual procriadora em energia espiritual construtora, re-generadora.

 

Japão

O Japão produziu um texto que é considerado a primeira novela do mundo. Genji Monogatari, ou Conto de Genji, é uma narrativa erótica datada do fim do século XI (anos 1000) da Era Cristã, do chamado período Heian. Ali, sexo e erotismo são tratados como um verdadeiro aspecto estético da vida dos membros da nobreza, tal como a música e outras artes.

No Ocidente, a idéia de sexo japonês é, em geral, associada à figura da gueixa. Muito mais que uma prostituta, a gueixa é uma mulher treinada para ser uma companhia ideal: aprende a cantar, tocar instrumentos e a manter uma conversação agradável. Entretanto, ter relações sexuais com o cliente não é uma obrigação.

Os casamentos eram combinados segundo o interesse das famílias e tendo em conta o nascimento de herdeiros. Normalmente, as esposas e sua prole viviam com suas famílias e eram visitadas pelos maridos. quando o nobre se comprometia com a sua primeira esposa, uma mulher de condição social igual à dele, e nascia um herdeiro, nada o impedia de manter ligações mais ou menos permanentes com segundas esposas ou companheiras casuais. As mulheres, por seu lado, eram livres para se comprometerem com outros homens que não os esposos.  [In Japão - O Império do Sol Nascente, v. I. p 78 Ed. Prado col. Grandes Impérios e Civilizações - Madri: 1997.]

 

 

 
O ESPAÇO DA GUEIXA

Em 1779, a gueixa foi reconhecida como praticante de uma profissão distinta da prostituição e foi criado o kenban, um tipo de cartório específico para registrar gueixas e fiscalizar o cumprimento das regras que a partir de então passaram a reger a profissão. Apenas gueixas registradas no kenban eram reconhecidas e tinham autorização para trabalhar. Algumas regras que as gueixas passaram a ter que seguir eram parecidas com as das prostitutas, como a obrigatoriedade de viver nas okiyas (casas de gueixas). Mas outras as diferenciaram das prostitutas. É importante observar que as prostitutas tinham prioridade em relação às gueixas na sociedade japonesa da época, pois a função e situação delas já estava definida há tempos. Assim, muitas das regras do kenban visavam limitar o que as gueixas podiam fazer.

Como artista, a gueixa tem a obrigatoriedade de ser versada em música, dança, canto e literatura - a prostituta não. A prostituta vestia-se com os quimonos mais brilhantes, estampados e extravagantes que tivesse - a gueixa foi proibida de usar tais quimonos e obrigada a ter um visual mais discreto. As prostitutas usavam até uma dúzia de kanzashis (grandes espetos decorativos para o cabelo, considerados jóias) e até três pentes de casco de tartaruga na cabeça - a gueixa foi limitada a três kanzashis e um pente. As gueixas foram proibidas de usar o obi amarrado na frente, que se tornou característico das prostitutas (como a prostituta vestia-se e despia-se várias vezes ao dia, era mais rápido e prático amarrar o obi na frente do que atrás). E as gueixas foram proibidas de dormir com os clientes das prostitutas.

Se uma prostituta acusasse uma gueixa de roubar seu cliente, o kenban fazia uma investigação, e se a gueixa fosse considerada culpada, ela podia ser suspensa ou expulsa da profissão. Para evitar que uma gueixa fugisse da casa de gueixas, ou caísse na tentação de dormir com um cliente das prostitutas, elas foram obrigadas a andar com a escolta de um homem de confiança da responsável pela okiya onde ela vivia.    In GUEIXAS: CULTURA JAPONESA

 

 

 

Em outro texto, ainda do período Heian, Sei Shonagon escrevendo o Livro de Cabeceira (Makura no soshi), descrevendo a irritação de uma mulher ao observar a partida desajeitada do amante ao amanhecer, expressa com bom humor a essência estética, ou anti-estética, da conduta dos homens, que devem ter extrema atenção com os detalhes a fim de não se tornarem incômodos ou ridículos. A autora consegue ser extremamente universal e atual:

Se alguém com quem mantemos uma ligação insiste de falar de uma mulher que conheceu no passado, embora já se tenha dado a separação há muito tempo, provoca-nos sempre irritação.

É sempre fastidioso quando um amante que nos deixa de madrugada nos diz que precisa procurar o leque ou o bloco de notas que deixou algures no quarto a noite anterior. Como ainda está escuro para se poder ver alguma coisa, começa a andar desajeitadamente pelo quarto, tropeçando em tudo e resmungando entre dentes: "Que estranho!" Quando finalmente consegue encontrar o bloco enfia-o nas roupas, provocando uma restolhada de papéis; ou no caso de ser um leque faz um ruge-ruge com ele aberto e começa a abanar-se; finalmente, quando se decide a partir, em vez de experimentarmos uma sensação de tristeza própria da ocasião, só conseguimos nos sentir irritadas com sua falta de jeito. (...)

Sem dúvida que o êxito de um amante depende em grande parte da forma como se despede, saltita como um idiota e começa a fazer grande estardalhaço, apertando o cós dos calções, ou ajustando as mangas de seu robe da corte, do seu casaco de caça, ou a apanhar isto ou aquilo e a enfiá-los nas pregas do fato ou a apertar o cinto ― começamos a detestá-lo. [In Japão - O Império do Sol Nascente, v. I. p 83 Ed. Prado col. Grandes Impérios e Civilizações - Madri: 1997.]

 

Hebreus

Entre os hebreus, desde "Adão e Eva" estabeleceu-se a linhagem patrilinear que permitia os relacionamentos, hoje considerados incestuosos, entre irmãos e irmãs. Caim, desposou sua irmã; Abraão e Sara eram filhos do mesmo pai. A poliginia (poligamia) era completamente aceita mas, em geral, somente os ricos e poderosos tinham muitas esposas. Esaú, filho de Isaac, tinha duas mulheres assim como Jacob. Gideão teve 70 filhos de suas muitas esposas e o mesmo se pode dizer do rei Davi. Salomão é o caso mais famoso com centenas de concubinas.

Entre os mais pobres, os homens também mantinham amantes e tinham filhos com elas. Geralmente, envolviam-se com as criadas (escravas) da esposa. As noivas eram compradas por alto preço mas a quantia podia diminuir se os nubentes fossem primos. A fertilidade da mulher era muito valorizada e uma mulher estéril era considerada culpada desta condição. Ser estéril significava punição de Deus pelos pecados dela; ela poderia ser rejeitada pelo marido e sua única opção poderia ser o exercício da prostituição.

Em algumas tribos havia o costume de ceder as filhas para deleite sexual de hóspedes muito considerados. A prostituição não existia entre os hebreus até o seu contato com os cananitas, que praticavam cultos à fertilidade e mantinham as famosas "prostitutas do templo" [certamente, herança mesopotâmica]. Os judeus, então, adotaram a prostituição e distinguiram a atividade em duas categorias: as zonah, ou prostitutas profanas e as q'deshah, ou prostitutas sagradas.   In History of Sex In BIGEYE.COM

 

 

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FONTES:
History of Sex In BIGEYE.COM
History of Human Sexuality In WIKIPEDIA

edição: Mahajah!ck

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